Dá pra aumentar minha logo?
- Pra começo de conversa, aprende a falar direito. É “MEU LOGO”, no MASCULINO. Isso se é que você está se referindo ao seu logotipo, sabe?!
- Sério?!
- Não, não é sério. Eu só estou de palhaçada com você.
- Ah, bom. Achei que estava falando sério.
- Claro que estou! E já aviso: não vou juntar esse visual com o que apresentei na semana passada. Isto vai ficar uma m@#$@. São duas propostas totalmente diferentes.
- Ah…fala sério, se está com preguiça de fazer, me fala. Mas se não, é super simples. Basta juntar este cabeçalho, com a manchete da outra proposta e colocar um botão que a gente pode fazer igual ao daquela loja de ecommerce famosa.
- Olha só, eu me recuso a fazer qualquer uma destas alterações bizarras que está pedindo. Aliás, se você queria ser designer, por que diabos fez engenharia? Aprova logo isto e me dá meu cheque, porque eu não quero mais trabalhar com você.
- Quer dizer que vou ter que contratar outro webdesign?
- PORRA! É webdesigNERRRRR. DESIGNERRRRRR, com “erre” no final. Vai, você consegue, não é tão difícil.
E foi assim o pensamento de um designer qualquer durante uma aprovação de visual com o cliente.
Pena que, para este probre coitado, tudo não passou de mera imaginação. Uma conversa apenas em sua mente.
No mundo real, sua reunião com o cliente foi bem diferente. Por medo de perder o emprego ou perder o cliente, preferiu não argumentar com o cliente e preferiu entregar mais um projeto que ele não acredita que ficou bom.
E assim nasceu mais um WEBSTEIN. Um site remendo, uma aberração na internet. Algo que vai envergonhá-lo até o leito de morte e manchar a sua imagem por gerações.
Se alguém que estará no EDTED no Rio de Janeiro já passou por isto, queria ouvir de vocês como foi a experiência. Vou lançar algumas perguntas e queria saber o que pensam.
- Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?
- Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?
- Alguém já disse umas verdades para o cliente e acabou perdendo o cheque no final?
- Qual foi a maior quantidade de layouts que você já preparou para uma mesma proposta?
- O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?
- Você já fez alguma coisa diferente para influenciar o cliente a aprovar sem questionar?
As melhores respostas comentadas neste post ganhará:
1º lugar - Livro “Estratégia Digital – Vantagens competitivas na Internet”
2º lugar – Livro “As Impublicáveis Pérolas da Propaganda”
O resultado será no dia 18/03 às 17h e os prêmios serão entregues no EDTED RJ.
Para abrir esta conversa no Twitter, vamos usar o #webenstein e colocar a boca no trombone!
Para quem quiser falar comigo, @brunodreux
Até o evento!
Resultado da promoção:
1º lugar – Raphael Peres Corrêa
2º lugar – Aline Marinho Cadilhe
Parabéns aos vencedores! Podem mandar o endereço completo para: marketing@arteccom.com.br que enviaremos os brindes.
Abraços!
* Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?
- O designer deve sempre argumentar com soluções mais adequadas. Ele só deve desistir se 4 coisas acontecerem JUNTAS: você não quer manter o cliente + o seu nome não aparece nos créditos + você precisa muito do dinheiro + o projeto terá pouca visibilidade.
* Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?
- Ele paga porque precisa dos seus conhecimentos. Se ele soubesse fazer, não pagaria, teria um estagiário.
* O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?
- Já, e isso tende a acontecer com mais frequencia se você tiver perdido o backup…
Comentário por Andre Martins — 17/03/10 @ 14:55
Pra quem ja teve a experiencia de conversar comigo sabe q eu sou um pouco pior do q as ideias do personagem acima citado. Eu falo mesmo (sem os palavroes), se for preciso eu exculaxo a ideia do cliente do proprio.
Mas todavia, me utilizo de bons argumentos, nao uso respostas inconsistentes do tipo “pq sim” ou “pq eu estudei isso e vc nao”. Isso nao convence ninguem e deixa o cliente inseguro.
Quando vc demonstra pro cliente q sabe e domina em todos os aspectos o assunto, mais liberdade vc tem para fazer o q quizer. O risco de perder o “cheque” eh maior ao entregar um trabalho ruim ou ficar omitindo opnioes importantes sobre o projeto.
Pra influenciar o cliente a aceitar a ideia, mostre o resultado e explique pra ele por que fez daquela forma, entre suas frases use palavras como “Aquela sua ideia ficou assim…” ou “Quando conversamos chegamos a conclusao de q isso ficaria melhor…”, ta lembrado?! foi ideia sua!
Enfim, esse assunto eh interessante e renderia um livro!
Comentário por MarioSAM — 17/03/10 @ 15:04
1- Até onde isso seja possível e viável pelos requisitos iniciais. O cliente sempre quer algo mirabolante e acha que isso é simples. Se conseguir satisfazer em tudo que ele queira e com um prazo e preço justo é o mundo ideal. Não se “prostituir” é importante.
2- Ele tem sempre razão no que foi acordado em contrato;
3- Claro, algumas vezes..mas logo no início onde tudo deve ser levantado. Assim o cheque estará no final caso ele enloqueça no final
;
4- De 3 a 4 layouts em média;
5- Com certeza, mas isso tem a ver com não deixar o cliente mandar em tudo ou ter sempre razão. Saber argumentar é importante.
6- Com certeza, mas isso se mostra com segurança e resultados satisfatórios em outros projetos anteriores.
Comentário por Flavio E. Araújo — 17/03/10 @ 15:52
- Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?
Quando você precisa do dinheiro pra algo muito importante, como comida, e se você conheçe o perfil do cliente co-produtor de WEBSTEIN, acho que não vale argumentar. Fora isso, sempre é válido diversas conversa para educar o cliente. Além de bons profissionais, temos que ser bons defensores de nossas técnicas e idéias. E se você consegue provar com bons argumentos, o cliente acaba aceitando. Além do mais, quem perde é o cliente. E quanto ao portfolio, se você for bom, não precisa assinar, reunir e mostrar todos os trabalhos, somente os melhores e que, conseqüêntemente, vão propulsionar mais clientes.
- Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?
Quem nunca foi no médico achando que já sabe exatamente o que precisa? Acho isso uma questão um pouco cultural, quiçá primitiva do ser humano. A arte do designer é alinhar o que o cliente quer com o que ele precisa. Acho que existem duas questões. A interpretação da imagem do cliente em forma de arte, onde o mais indicado para dizer se está adequado ou não é o cliente, e a funcionalidade técnica do produto final, onde o designer deve ser qualificado o bastante para saber o que atinge maiores resultados.
- Alguém já disse umas verdades para o cliente e acabou perdendo o cheque no final?
Já quase fiz isso, porém argumentos ruins ou o momento errado para discussão semrpe é o pior caminho, pois você acaba perdendo aquela ponta do networking, o que pode fechar portas futuras e não é o objetivo de designer algum. Quando o cliente é mal educado e não sabe o valor do trabalho, é melhor nem começar um relacionamento.
- Qual foi a maior quantidade de layouts que você já preparou para uma mesma proposta?
Fiz mais de 10 opções de logo para a empresa de um amigo. Mas foi o azar máximo, amigo e co-produtor de WEBSTEIN. Mas no final das contas o esforço foi válido, pois eu gostei, ele gostou, combrei um pouco a mais e ainda me conseguiu mais clientes.
- O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?
Não.
- Você já fez alguma coisa diferente para influenciar o cliente a aprovar sem questionar?
Isso é felling, mas mostrar a pesquisa de referências antes pra já entender o estilo que ele gosta sempre é bom.
Comentário por Raphael Peres Corrêa — 17/03/10 @ 20:23
Se eu não ganhar o livro, Estratégia Digital, consigo fazer uma cópia?
Estou fazendo minha monografia em marketing digital.
Um abraço!
Comentário por Raphael Peres Corrêa — 17/03/10 @ 20:30
• Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?
Quando ele apresenta coerência no que pede e nos dados de mercado que apresenta
• Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?
Nem uma coisa nem outra. Mesmo que acordado em contrato ele nunca terá 100% de razão, pois, para isso, existe bom senso. O fato de ele estar pagando não significa que tem que ser necessariamente alguém qualificado a executar a tarefa, ele pode pagar simplesmente porque não sabe fazer, mas se você for qualificado, melhor para ele né? Vide que, qualificação aqui remete ao termo qualidade e não capacitação.
• Alguém já disse umas verdades para o cliente e acabou perdendo o cheque no final?
Sim, principalmente quando o cliente é interno, isso está sujeito a acontecer constantemente. Inclusive, o meu último emprego eu perdi mais do que o cheque, por isso é ex-emprego.
• Qual foi a maior quantidade de layouts que você já preparou para uma mesma proposta?
Mais de 10 e em mais de uma proposta. No meu emprego isso é tarefa diária. Tanto que o mesmo serviço não volta nunca ao mesmo diretor de arte. É por ordem na fila de entrada.
• O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?
Nossa, diferentão você né? Isso ou o híbrido disso é mais normal do que o contrário.
• Você já fez alguma coisa diferente para influenciar o cliente a aprovar sem questionar?
Diferente dos outros atendimentos sim. Diferente do mercado não. Ninguém inventa mais a pólvora só a usa de outra forma. Já recorri a dados financeiros, a orçamentos de outros fornecedores, a comparativos de similares da concorrência e principalmente, no que mais me destaco: o poder da persuasão. Manipulo a maior parte das minhas defesas, de maneira que o cliente ache que ele é quem teve a brilhante idéia que dei e quem aprovou sem perceber que eu fiz por onde.
Comentário por Aline Marinho Cadilhe — 17/03/10 @ 22:39
“É “MEU LOGO”, no MASCULINO. Isso se é que você está se referindo ao seu logotipo, sabe?!”
Pode ser “MINHA LOGO” também, no FEMININO. Isso que ele está se referindo também é chamado de LOGOMARCA, sabe ?
Comentário por Saulo — 18/03/10 @ 10:32
Pessoal, vamos conceituar essa história de logo no masculino, no feminino, e acabar com dúvidas? Ao final do comentário vai ficar claro que não é preciso faltar com o respeito com ninguém que “não saiba falar direito”.
Primeiro: o importante é vocês arrebentarem em seus trabalhos. Falem certo ou errado, tem que dar o melhor de si em cada job.
Bom, segundo Gilberto Strunck, profissional inquestionável em design e identidade visual, a ser referência para todos nós:
- Logotipo: Particularização da escrita por um nome, formado por tipos já existentes (Helvetica, Futura etc) ou estilizadas.
- Símbolo: Elemento gráfico qualquer que identifique um nome, uma ideia, o que for. São sempre abstratos (nada representam à primeira vista: setas, globos, estrelas) ou figurativos (representando conceitos específicos de uma marca: comida, tijolo, cruz vermelha)
A junção de símbolo e logotipo formam a logomarca. Strunck também entende logomarca como sinônimo de logotipo. Portanto está correto SIM falar O logo, ou A logo, como preferirem. Nunca tenham medo de errar. Neste caso, ninguém estava errando nem nunca errou.
Fiquem à vontade com o uso do termo. E arrebentem sempre.
Essas informações estão no “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso”, do Gilberto Strunck, editado pela Rio Books. Abraço a todos.
Comentário por Leo Bragança — 18/03/10 @ 12:17
Obrigado pelos comentários!
Saulo, esta conversa é quase como política, religião e futebol. Dá uma lida neste artigo: http://www.ifd.com.br/blog/2005/11/22/logomarca
Abraços e até sábado.
Comentário por Bruno Dreux — 18/03/10 @ 14:38
Concordo, Bruno. Por isso mesmo a discussão precisa se centrar na criatividade, na transgressão e na quebra de limites do profissional, em especial dos jovens, que cada vez mais lançam mão de “vícios” e modismos. Não na forma certa de se falar ou escrever. Abração e até o evento!
Comentário por Leo Bragança — 18/03/10 @ 15:44
Leo,
100% com você!
Se o projeto é bom, tanto faz a forma de falar, escrever ou vender. Projeto bem feito é projeto aprovado.
Até lá
Comentário por Bruno Dreux — 18/03/10 @ 23:29
Pessoal!
Saiu o resultado da promoção! Os ganhadores podem mandar um email para: marketing@arteccom.com.br com o endereço completo para envio do brinde. Parabéns!!!
Comentário por thiago — 19/03/10 @ 11:09
Achei um pouco arrogante esse post. Trata o cliente como se ele fosse um imbecil que não sabe nada.
Adianta entregar algo que você acredita para o cliente, mas que ele mesmo não acredita? Não dou dois meses pra ele escolher outro designer pra ter o que gostaria.
Argumentar é importante e levar em consideração o que o cliente quer também é. Tem que combinar os dois lados.
Não precisa ficar namorando a própria ideia como se ela fosse a melhor do mundo, duas cabeças pensam melhor do que uma. Não é por saber a parte técnica que o designer tem direito de trepudiar sobre ninguém.
Pés no chão, minha gente.
Comentário por Fernanda — 19/03/10 @ 12:51
Fernanda,
Concordo com você! Este pensamento é bem arrogante, mas acredite, escuto isto com muita frequencia e há muitos anos. Acho um erro que pensa assim.
A idéia do post é justamente propor o contrário: como defender uma ideia sem passar dos limites e sem achar que sua proposta é a melhor do mundo.
Abraços e até amanhã!
Comentário por Bruno Dreux — 19/03/10 @ 15:09
[...] original em: http://www.edted.com.br/edted-15/index.php/da-pra-aumentar-minha-logo/ :área comercial, aumentar minha logo, [...]
Pingback por Problema muito comum na área comercial… - Blog da Emporium — 12/04/10 @ 15:57
Bruno, eu sei que já tem uns meses, mas eu ganhei o brinde e esqueci de pegar, ainda posso receber?
Abs.
Comentário por Aline Marinho Cadilhe — 24/05/10 @ 18:06
Olá, Aline.
Sim, já recebemos o seu endereço e providenciaremos o envio do livro.
Obrigada pela participação.
Cristiane
Comentário por Cristiane — 25/05/10 @ 15:02