Este conteúde precisa da versão mais atual do Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Arteccom
Receba nosso informativo | Nome:
Email:
Siga a Arteccom no Twitter
Assine o RSS Arteccom

Dá pra aumentar minha logo?

Postado por thiago em 16/03/10

- Pra começo de conversa, aprende a falar direito. É “MEU LOGO”, no MASCULINO. Isso se é que você está se referindo ao seu logotipo, sabe?!

- Sério?!

- Não, não é sério. Eu só estou de palhaçada com você.

- Ah, bom. Achei que estava falando sério.

- Claro que estou! E já aviso: não vou juntar esse visual com o que apresentei na semana passada. Isto vai ficar uma m@#$@. São duas propostas totalmente diferentes.

- Ah…fala sério, se está com preguiça de fazer, me fala. Mas se não, é super simples. Basta juntar este cabeçalho, com a manchete da outra proposta e colocar um botão que a gente pode fazer igual ao daquela loja de ecommerce famosa.

- Olha só, eu me recuso a fazer qualquer uma destas alterações bizarras que está pedindo. Aliás, se você queria ser designer, por que diabos fez engenharia? Aprova logo isto e me dá meu cheque, porque eu não quero mais trabalhar com você.

- Quer dizer que vou ter que contratar outro webdesign?

- PORRA! É webdesigNERRRRR. DESIGNERRRRRR, com “erre” no final. Vai, você consegue, não é tão difícil.
E foi assim o pensamento de um designer qualquer durante uma aprovação de visual com o cliente.
Pena que, para este probre coitado, tudo não passou de mera imaginação. Uma conversa apenas em sua mente.

No mundo real, sua reunião com o cliente foi bem diferente. Por medo de perder o emprego ou perder o cliente, preferiu não argumentar com o cliente e preferiu entregar mais um projeto que ele não acredita que ficou bom.

E assim nasceu mais um WEBSTEIN. Um site remendo, uma aberração na internet. Algo que vai envergonhá-lo até o leito de morte e manchar a sua imagem por gerações.

Se alguém que estará no EDTED no Rio de Janeiro já passou por isto, queria ouvir de vocês como foi a experiência. Vou lançar algumas perguntas e queria saber o que pensam.

  • Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?
  • Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?
  • Alguém já disse umas verdades para o cliente e acabou perdendo o cheque no final?
  • Qual foi a maior quantidade de layouts que você já preparou para uma mesma proposta?
  • O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?
  • Você já fez alguma coisa diferente para influenciar o cliente a aprovar sem questionar?

As melhores respostas comentadas neste post ganhará:

1º lugar - Livro “Estratégia Digital – Vantagens competitivas na Internet”

2º lugar – Livro “As Impublicáveis Pérolas da Propaganda”

O resultado será no dia 18/03 às 17h e os prêmios serão entregues no EDTED RJ.

Para abrir esta conversa no Twitter, vamos usar o #webenstein e colocar a boca no trombone!
Para quem quiser falar comigo, @brunodreux

Até o evento!

Resultado da promoção:

1º lugar – Raphael Peres Corrêa

2º lugar – Aline Marinho Cadilhe

Parabéns aos vencedores! Podem mandar o endereço completo para: marketing@arteccom.com.br que enviaremos os brindes.

Abraços!

»

  1. * Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?
    - O designer deve sempre argumentar com soluções mais adequadas. Ele só deve desistir se 4 coisas acontecerem JUNTAS: você não quer manter o cliente + o seu nome não aparece nos créditos + você precisa muito do dinheiro + o projeto terá pouca visibilidade.

    * Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?
    - Ele paga porque precisa dos seus conhecimentos. Se ele soubesse fazer, não pagaria, teria um estagiário.

    * O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?
    - Já, e isso tende a acontecer com mais frequencia se você tiver perdido o backup…

    Comentário por Andre Martins — 17/03/10 @ 14:55

  2. Pra quem ja teve a experiencia de conversar comigo sabe q eu sou um pouco pior do q as ideias do personagem acima citado. Eu falo mesmo (sem os palavroes), se for preciso eu exculaxo a ideia do cliente do proprio.

    Mas todavia, me utilizo de bons argumentos, nao uso respostas inconsistentes do tipo “pq sim” ou “pq eu estudei isso e vc nao”. Isso nao convence ninguem e deixa o cliente inseguro.

    Quando vc demonstra pro cliente q sabe e domina em todos os aspectos o assunto, mais liberdade vc tem para fazer o q quizer. O risco de perder o “cheque” eh maior ao entregar um trabalho ruim ou ficar omitindo opnioes importantes sobre o projeto.

    Pra influenciar o cliente a aceitar a ideia, mostre o resultado e explique pra ele por que fez daquela forma, entre suas frases use palavras como “Aquela sua ideia ficou assim…” ou “Quando conversamos chegamos a conclusao de q isso ficaria melhor…”, ta lembrado?! foi ideia sua!

    Enfim, esse assunto eh interessante e renderia um livro! :)

    Comentário por MarioSAM — 17/03/10 @ 15:04

  3. 1- Até onde isso seja possível e viável pelos requisitos iniciais. O cliente sempre quer algo mirabolante e acha que isso é simples. Se conseguir satisfazer em tudo que ele queira e com um prazo e preço justo é o mundo ideal. Não se “prostituir” é importante.

    2- Ele tem sempre razão no que foi acordado em contrato;

    3- Claro, algumas vezes..mas logo no início onde tudo deve ser levantado. Assim o cheque estará no final caso ele enloqueça no final :) ;

    4- De 3 a 4 layouts em média;

    5- Com certeza, mas isso tem a ver com não deixar o cliente mandar em tudo ou ter sempre razão. Saber argumentar é importante.

    6- Com certeza, mas isso se mostra com segurança e resultados satisfatórios em outros projetos anteriores.

    Comentário por Flavio E. Araújo — 17/03/10 @ 15:52

  4. - Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?
    Quando você precisa do dinheiro pra algo muito importante, como comida, e se você conheçe o perfil do cliente co-produtor de WEBSTEIN, acho que não vale argumentar. Fora isso, sempre é válido diversas conversa para educar o cliente. Além de bons profissionais, temos que ser bons defensores de nossas técnicas e idéias. E se você consegue provar com bons argumentos, o cliente acaba aceitando. Além do mais, quem perde é o cliente. E quanto ao portfolio, se você for bom, não precisa assinar, reunir e mostrar todos os trabalhos, somente os melhores e que, conseqüêntemente, vão propulsionar mais clientes.

    - Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?
    Quem nunca foi no médico achando que já sabe exatamente o que precisa? Acho isso uma questão um pouco cultural, quiçá primitiva do ser humano. A arte do designer é alinhar o que o cliente quer com o que ele precisa. Acho que existem duas questões. A interpretação da imagem do cliente em forma de arte, onde o mais indicado para dizer se está adequado ou não é o cliente, e a funcionalidade técnica do produto final, onde o designer deve ser qualificado o bastante para saber o que atinge maiores resultados.

    - Alguém já disse umas verdades para o cliente e acabou perdendo o cheque no final?
    Já quase fiz isso, porém argumentos ruins ou o momento errado para discussão semrpe é o pior caminho, pois você acaba perdendo aquela ponta do networking, o que pode fechar portas futuras e não é o objetivo de designer algum. Quando o cliente é mal educado e não sabe o valor do trabalho, é melhor nem começar um relacionamento.

    - Qual foi a maior quantidade de layouts que você já preparou para uma mesma proposta?
    Fiz mais de 10 opções de logo para a empresa de um amigo. Mas foi o azar máximo, amigo e co-produtor de WEBSTEIN. Mas no final das contas o esforço foi válido, pois eu gostei, ele gostou, combrei um pouco a mais e ainda me conseguiu mais clientes.

    - O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?
    Não.

    - Você já fez alguma coisa diferente para influenciar o cliente a aprovar sem questionar?
    Isso é felling, mas mostrar a pesquisa de referências antes pra já entender o estilo que ele gosta sempre é bom.

    Comentário por Raphael Peres Corrêa — 17/03/10 @ 20:23

  5. Se eu não ganhar o livro, Estratégia Digital, consigo fazer uma cópia?
    Estou fazendo minha monografia em marketing digital.

    Um abraço!

    Comentário por Raphael Peres Corrêa — 17/03/10 @ 20:30

  6. • Até onde é correto aceitar tudo o que o cliente pede sem questionar?

    Quando ele apresenta coerência no que pede e nos dados de mercado que apresenta

    • Se o cliente está pagando, ele tem sempre razão ou ele está pagando porque precisa de alguém qualificado?

    Nem uma coisa nem outra. Mesmo que acordado em contrato ele nunca terá 100% de razão, pois, para isso, existe bom senso. O fato de ele estar pagando não significa que tem que ser necessariamente alguém qualificado a executar a tarefa, ele pode pagar simplesmente porque não sabe fazer, mas se você for qualificado, melhor para ele né? Vide que, qualificação aqui remete ao termo qualidade e não capacitação.

    • Alguém já disse umas verdades para o cliente e acabou perdendo o cheque no final?

    Sim, principalmente quando o cliente é interno, isso está sujeito a acontecer constantemente. Inclusive, o meu último emprego eu perdi mais do que o cheque, por isso é ex-emprego.

    • Qual foi a maior quantidade de layouts que você já preparou para uma mesma proposta?

    Mais de 10 e em mais de uma proposta. No meu emprego isso é tarefa diária. Tanto que o mesmo serviço não volta nunca ao mesmo diretor de arte. É por ordem na fila de entrada.

    • O cliente já mandou mudar cem vezes e acabou aprovando a primeira versão?

    Nossa, diferentão você né? Isso ou o híbrido disso é mais normal do que o contrário.

    • Você já fez alguma coisa diferente para influenciar o cliente a aprovar sem questionar?

    Diferente dos outros atendimentos sim. Diferente do mercado não. Ninguém inventa mais a pólvora só a usa de outra forma. Já recorri a dados financeiros, a orçamentos de outros fornecedores, a comparativos de similares da concorrência e principalmente, no que mais me destaco: o poder da persuasão. Manipulo a maior parte das minhas defesas, de maneira que o cliente ache que ele é quem teve a brilhante idéia que dei e quem aprovou sem perceber que eu fiz por onde.

    Comentário por Aline Marinho Cadilhe — 17/03/10 @ 22:39

  7. “É “MEU LOGO”, no MASCULINO. Isso se é que você está se referindo ao seu logotipo, sabe?!”

    Pode ser “MINHA LOGO” também, no FEMININO. Isso que ele está se referindo também é chamado de LOGOMARCA, sabe ?

    Comentário por Saulo — 18/03/10 @ 10:32

  8. Pessoal, vamos conceituar essa história de logo no masculino, no feminino, e acabar com dúvidas? Ao final do comentário vai ficar claro que não é preciso faltar com o respeito com ninguém que “não saiba falar direito”.

    Primeiro: o importante é vocês arrebentarem em seus trabalhos. Falem certo ou errado, tem que dar o melhor de si em cada job.

    Bom, segundo Gilberto Strunck, profissional inquestionável em design e identidade visual, a ser referência para todos nós:

    - Logotipo: Particularização da escrita por um nome, formado por tipos já existentes (Helvetica, Futura etc) ou estilizadas.

    - Símbolo: Elemento gráfico qualquer que identifique um nome, uma ideia, o que for. São sempre abstratos (nada representam à primeira vista: setas, globos, estrelas) ou figurativos (representando conceitos específicos de uma marca: comida, tijolo, cruz vermelha)

    A junção de símbolo e logotipo formam a logomarca. Strunck também entende logomarca como sinônimo de logotipo. Portanto está correto SIM falar O logo, ou A logo, como preferirem. Nunca tenham medo de errar. Neste caso, ninguém estava errando nem nunca errou.

    Fiquem à vontade com o uso do termo. E arrebentem sempre.

    Essas informações estão no “Como criar identidades visuais para marcas de sucesso”, do Gilberto Strunck, editado pela Rio Books. Abraço a todos.

    Comentário por Leo Bragança — 18/03/10 @ 12:17

  9. Obrigado pelos comentários!

    Saulo, esta conversa é quase como política, religião e futebol. Dá uma lida neste artigo: http://www.ifd.com.br/blog/2005/11/22/logomarca

    Abraços e até sábado.

    Comentário por Bruno Dreux — 18/03/10 @ 14:38

  10. Concordo, Bruno. Por isso mesmo a discussão precisa se centrar na criatividade, na transgressão e na quebra de limites do profissional, em especial dos jovens, que cada vez mais lançam mão de “vícios” e modismos. Não na forma certa de se falar ou escrever. Abração e até o evento!

    Comentário por Leo Bragança — 18/03/10 @ 15:44

  11. Leo,

    100% com você!
    Se o projeto é bom, tanto faz a forma de falar, escrever ou vender. Projeto bem feito é projeto aprovado.

    ;)

    Até lá

    Comentário por Bruno Dreux — 18/03/10 @ 23:29

  12. Pessoal!
    Saiu o resultado da promoção! Os ganhadores podem mandar um email para: marketing@arteccom.com.br com o endereço completo para envio do brinde. Parabéns!!!

    Comentário por thiago — 19/03/10 @ 11:09

  13. Achei um pouco arrogante esse post. Trata o cliente como se ele fosse um imbecil que não sabe nada.
    Adianta entregar algo que você acredita para o cliente, mas que ele mesmo não acredita? Não dou dois meses pra ele escolher outro designer pra ter o que gostaria.
    Argumentar é importante e levar em consideração o que o cliente quer também é. Tem que combinar os dois lados.

    Não precisa ficar namorando a própria ideia como se ela fosse a melhor do mundo, duas cabeças pensam melhor do que uma. Não é por saber a parte técnica que o designer tem direito de trepudiar sobre ninguém.
    Pés no chão, minha gente.

    Comentário por Fernanda — 19/03/10 @ 12:51

  14. Fernanda,

    Concordo com você! Este pensamento é bem arrogante, mas acredite, escuto isto com muita frequencia e há muitos anos. Acho um erro que pensa assim.

    A idéia do post é justamente propor o contrário: como defender uma ideia sem passar dos limites e sem achar que sua proposta é a melhor do mundo.

    Abraços e até amanhã!

    Comentário por Bruno Dreux — 19/03/10 @ 15:09

  15. [...] original em: http://www.edted.com.br/edted-15/index.php/da-pra-aumentar-minha-logo/ :área comercial, aumentar minha logo, [...]

    Pingback por Problema muito comum na área comercial… - Blog da Emporium — 12/04/10 @ 15:57

  16. Bruno, eu sei que já tem uns meses, mas eu ganhei o brinde e esqueci de pegar, ainda posso receber?
    Abs.

    Comentário por Aline Marinho Cadilhe — 24/05/10 @ 18:06

  17. Olá, Aline.

    Sim, já recebemos o seu endereço e providenciaremos o envio do livro.

    Obrigada pela participação.

    Cristiane

    Comentário por Cristiane — 25/05/10 @ 15:02

URL de TrackBack

Deixe um comentário